domingo, 13 de setembro de 2015

386 - Sentinelas do destino

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Aquela mania, aquele prazer, aquele dever de colecionar beijos e paixões. Histórias de colchões, de camas e motéis. Mulheres infiéis que seduzi por vaidade. Mas na verdade, meus erros voltaram contra minha vida. Me vi perdido, sem saída, preso ao comodismo de uma ilusão. Meu coração enfeitiçado à beleza do corpo esguio. E o meu mundo tornou-se frio e eu nem percebi. Quantas vezes morri, mas renasci por calor de amigos? Quantos foram os perigos que vivi enquanto cego? Porém, eu não nego! Eu adorei o que foi bom. Se não fosse meu dom da criatividade; se não fosse a sensibilidade de captar as entrelinhas, eu me dobraria àquelas covinhas, àquele carisma de princesa.



Sem tristeza! Um novo caminho se revelou! Cessaram-se as namoradas, foram-se os amigos. Não há mais abrigos com as moças do passado. Talvez eu tenha errado, com uma ou com todas elas. Sentinelas do destino puniram o meu descaso.

A estrela! O brilho! A luz veio a brilhar! Passei a experimentar o que nunca experimentei! A lei do azar no amor: sorte na carreira! – E eu pensava ser besteira! Um jargão, vão e banal. Mas quem diria ser real e estar acontecendo? Quem diria eu estar vivendo conquistando o que sonhei? Tantos anos esperei por esse momento! Eu nem entendo o sentimento que venho sentindo! Eu me vejo sorrindo, pois tudo valeu a pena! Aquele beijo no cinema de quando ainda menino, o mimo de um namoro na fase colegial, a paixão avassaladora que me levou a igreja, e a loira que me levou a cerveja e me mostrou a simplicidade. Que saudades dessas mulheres! Que saudades do que já aconteceu! Agora, tudo se perdeu! São apenas lembranças em meu coração.

Porque não se são e com razão o meu coração ficará trancado? Troco os romances, paixões e amores bem-amados! Prefiro os meus sonhos! Sonhos encantados! Sendo certos ou errados, são os meus sonhos já sonhados, arquitetados em meados de dias sagrados, lembrados e pensados como um tempo que foi bom.

Foi bom, foi bom e foi bom. Porém, o meu dom... Esse prevalece!

terça-feira, 24 de março de 2015

385 - O Complexo do Existir


384 - Sensações


sábado, 21 de março de 2015

383 - O título adquirido

As pessoas não sabem; carecem de explicações. Eu não entendo e preciso que alguém me explique. Por amarem os homens padecem em carências. Talvez eu seja o mais carente dentre eles.

As pessoas desconfiam; muitos são os traidores. Um dia minhas palavras já traíram e até hoje meus olhos choram. As pessoas são simples; suas máscaras é que são complexas. Por isso sempre fui complicado; vivi encenando um teatro mascarado.

Pessoas vem e se vão; levam feridas na alma, a dor no coração. Acho que nunca dei atenção a dor dos meus amigos. Talvez olhando tanto para inimigos eu tenha deixado de ver o bem. Hoje ninguém mais sobrou em minha estrada. Um solitário na madrugada é o meu título adquirido.

As pessoas não sabem; carecem de explicações. Quanto mais eu que não entendi a vida! Desviei para muito longe, não há saída! Devo ir até o fim! O que será então de mim nessa estrada que selecionei? As vezes penso que assassinei uma parte de mim, mas percebo que uma outra então nasceu. Mas sei que eu vou me levantar e seguir em frente. De repente, talvez eu venha e me encontrar, ou eu venha até a notar aquilo que é o mais evidente:

A vida é mesmo assim... louca e surpreendente!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

382 - O soco só dói quando é na sua cara

A multidão dos furiosos aponta o vasto dedo na cara dos radicais islamistas, gritando: Terroristas, terroristas, queimem no inferno! – O que não se aperceberam é que no “inferno” eles já estão vivendo.

Não há como conceber o fato de uma existência ser boa, prazerosa ou digna se ela se resumir na única e patética missão de ter de sacrificar a própria vida em prol daquele mesmo que a deu. Isso é obviamente um corrompimento grave na comunicação de sinapses cerebrais em algum campo de suma importância.

No entanto, não vou me ater a psicologia neste e falar de doentes. Falarei dos “brilhantes”, as mentes criativas geniais que foram barbaramente assassinadas.

É fácil se esconder em uma caneta e transformar-se em grande dragão, soltando fogo para todos os lados, queimando quem quer que seja, não importando quem. Nós acusamos os radicais por se ofenderem, mas e se a ofensa fosse conosco?

Que ninguém, que seja cristão brasileiro, seja hipócrita em dizer que se a Folha de São Paulo publicasse uma charge como essa da postagem, todos ficariam em silêncio, pensando: É apenas liberdade de expressão.

Em menos de uma hora todos os órgãos de imprensa do Brasil já teriam divulgado a gafe em seus sites e os posts em redes sociais iriam passar dos milhões de likes e milhares de shares. Os católicos mais extremos iriam se reunir e apedrejarem o prédio da redação da Folha, Renato Rezende iria até enlouquecer de tanto que iria meter o pau e mandar cortar para ele, Ratinho iria quebrar a câmera de seu programa tamanha sua fúria e Geraldo Luís atrasaria seu programa em oito horas de tanto que iria sensacionalizar o assunto e massacrar com o anão.

A única diferença é que no Brasil, a cultura perpetuamente imposta desde o nascimento de seus habitantes exclui completamente a questão de terrorismo ou suicídio em prol de uma divindade. Isso para o brasileiro é um completo absurdo, porém, apenas é assim porque foram ensinados a serem assim, segundo a base cristã do país.

Do lado de lá a história é outra! Desde pequenos, uma parte desses aprendem a questão do terror e crescem pensando que aquilo é o mais correto a se fazer.

Não se cutuca a onça com vara curta. – Já diziam os avós. – Uma charge desrespeitosa como a desse post não ia fazer os cristãos metralharem os profissionais da Folha, simplesmente porque cristãos e brasileiros nunca tiveram esse costume. Porém, eles mexeram com Radicais, ofenderam pessoas doentes, agredidas psicologicamente desde as suas infâncias. Eles praticamente pediram a briga! E os radicais não foram ensinados a dialogar ou jogar na mesma moeda; foram ensinados a matar. Diferente das canetas do Charlie, eles têm armas e granadas. É isso que eles conhecem, é isso que eles usam.

Eu digo “Sim” a liberdade de expressão! Mas digo e sempre direi “Não” ao desrespeito.

Temos o dever de respeitar a todos, desde que todos nos respeitem.

domingo, 23 de novembro de 2014

381 - Vagas lembranças de noites estreladas

A inocência de um romance, a delícia do simples cruzar de olhares, um abraço envergonhado, um caso de Cantares. A magia quando viva! Um tempo que se foi. O cortejar educado, o beijo nas mãos em cumprimento, o singelo fascínio, o perfeito momento.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

Até a música vem morrendo! Não há mais vestígios de magia. Calaram-se os poetas, perdemos a alegria. Nós éramos felizes e não percebemos. E todos morremos! Somos lembranças de um passado. Mas todos sabemos o que é amar e ser amado.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

Vagas lembranças de noites estreladas; lembranças do eu apaixonado. Hoje as estrelas são guiadas por influencias de endiabrados. O jazz, o Blues, a MPB; as trilhas sonoras de uma dança esquecida. Hoje a menina dança o funk como uma fêmea enlouquecida. Perdida, perdida, e perdida! Rebola como louca, vulgar, e atrevida.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

Vagas lembranças de noites estreladas. De quando a vida ia além do carnal. Não éramos a marca, nem ouro, ou virtual. A simplicidade era o horizonte. A fonte da vida fluía pelos ares. Não era preciso extravasar. Era como se diz:

Cantar e cantar, e cantar a alegria de ser um eterno aprendiz.

Eram noites tão estreladas! Estrelas que se foram.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

380 - Um livro de páginas rasgadas (Jornal em dia)

Pessoas que terminam muitos relacionamentos, abandonam empregos, desistem dos estudos. Pessoas que nunca vão a fundo, sempre param no caminho, voltam para trás, caminham novamente, se cansam e param, e voltam mais uma vez. Uma vida onde nada é completo, nada é intenso, nada é sólido. Um rascunho de existência de uma alma desnorteada que nunca chegará a lugar algum, pois nada para ela é o suficiente. Parece almejar o perfeito, mas o perfeito é uma óbvia ilusão. Segue um norte inalcançável. Conquista tesouros, mas os abandonam pelo caminho; são muito pesados, ela julga.

Tudo tem o seu lado negativo; a vida não é um conto de fadas. Um relacionamento, por mais belo que seja, terá seus momentos ruins. Haverá brigas, muitas vezes até tolas. Haverá ciúmes, discussões, birras, discordância, desconfiança, estresse, entre outros. Porém, se existir amor ele prevalecerá. Neste caso o amor é o foco. Existe nisso tudo algo que sustenta, algo invisível, porém, poderoso; uma das leis da vida... Compromisso.

Nenhum estudante desiste de sua faculdade se ele estiver baseado no compromisso da conclusão. Ele não vai olhar para trás ou para os lados e relevar os revezes: incessantes estudos, muito dinheiro sendo gasto, falta de tempo, e as dúvidas: Outro curso seria melhor? Será que trabalhar agora não seria uma boa ao invés disso? Será que aguentarei tantos anos de estudo? Será? Será? – E assim ficará corrompido por suas próprias dúvidas até o momento em que elas mesmas sufocarem seus ânimos, obrigando-o a desistir.

Da mesma maneira é com uma profissão. O foco deve ser o crescimento, a conquista, a experiência. Caso não isso não exista, as dúvidas, mais uma vez, corroerão a tudo. Diz o homem: - Meu patrão é uma víbora. Não mereço estar aqui. – Acho que meu salário não está bom. Estou sendo injustiçado. – Ninguém da importância ao que eu faço. Vou atrás de quem me dá ao valor.

Se houvesse foco as dúvidas não teriam tanto poder.

Devemos seguir em frente sem olhar para a direita e nem para esquerda. É preciso fixar um ponto e seguir até o mesmo sem nunca curvar o caminho. Não importa pelo o que passemos, temos que chegar lá. Isso é ter foco, e para o foco é preciso força, e para a força é preciso fé. Foco, força e fé, juntos resultam no mais digno ato do homem... Compromisso.

Precisamos ter compromisso com a vida, estabelecer metas e ir à luta. Nossa existência precisa estar em movimento, mas não em segmento desnorteado, mas firmemente estabelecido. Do contrário viveremos pela metade. Teremos uma vida de histórias incompletas, como um livro de páginas rasgadas.

Só extrairemos o máximo da vida se formos a fundo naquilo que fazemos. Esqueçamos da maligna prudência, onde se coloca um pé e o outro fica de fora. Afinal, e se tudo der errado? Chega de “afinal, “e se”, “será”, ou “talvez”. Foco! Sigamos e ponto final.

Se tivermos fé em alguma coisa que tenhamos força para lutar por ela e para esta luta que tenhamos foco. Isso se tornará um compromisso e compromisso não se desiste, simplesmente cumprimos. Que assim seja a vida; que não apenas vivamos, mas que façamos acontecer.

Vivamos intensamente, exploremos até o fim. A vida já é muito curta para ser vivida pela metade.

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